IBERSOL | Relatório e Contas 2020

demonstrações financeiras consolidadas assessores jurídicos, que o desfecho do mesmo lhe seja favorável, o que resultará num valor de rendas mínimas garantidas a pagar à AENA inferior ao inicialmente projectado nos contratos originais de cerca de 95 milhões de euros, dos quais 24 milhões de euros referentes a 2020 e outros 24 milhões de euros a 2021, sendo os remanescentes 47 milhões de euros referentes a períodos após 1 de janeiro de 2022. A última proposta da AENA mencionada anteriormente resultaria numa redução das rendas mínimas garantidas a pagar relativas a 2020 e 2021 de cerca de 36 mi- lhões de euros. De referir que o valor constante no passivo de locação reconhecido nas contas con- solidadas da Ibersol a 31 de dezembro de 2020, e de acordo com o previsto na IFRS 16, não inclui qualquer alteração ao valor original previsto nos contratos. Na preparação destas demonstrações financeiras o Conselho de Administração teve em consideração esta situação e as melhores estimativas da Gestão quanto ao desfecho da mesma, avaliando o eventual impacto da mesmo e as incertezas que lhe possam estar associadas, divulgando sempre que relevante, cenários alternati- vos e análises de sensibilidade, nomeadamente no que diz respeito aos testes de imparidade dos activos associados à operação Travel e Espanha. À data da publicação deste relatório, estamos a iniciar um novo desconfinamento após uma terceira vaga da pandemia, cuja evolução futura estará directamente re- lacionada com os ritmos e efectividade dos processos de vacinação, quer a nível lo- cal, quer à escala global, que condicionarão a mobilidade e os hábitos de consumo. O grupo Ibersol continua a monitorizar em conjunto com as instituições financeiras o cumprimento dos covenants dos financiamentos para 2021, tendo garantido an- tes do final de 2020 os respectivos waivers ao cumprimento dos mesmos. O grupo tem vindo a actualizar os planos financeiros e as projecções de fluxos de caixa em função da evolução pandémica e perspectivas de retoma, de forma a permitir a devida monitorização da capacidade financeira do grupo liquidar as suas responsabilidades. No final do exercício, o endividamento líquido remunerado (incluindo dívida em contratos de locação financeira) ascendia a 121,2 milhões de euros, cerca de 43,1 milhões de euros superior ao valor em dívida no final de 2019 (78 milhões de eu- ros), para financiar as necessidades geradas pela crise pandémica e cobertura do investimento de expansão. A 31 de Dezembro de 2020, o Grupo dispunha de excedentes de disponibilidade e outras aplicações que ascendiam a 50 milhões de euros e tinha linhas contratadas e não utilizadas que ascendiam a 46 milhões de euros. 2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação destas demonstra- ções financeiras consolidadas estão descritas abaixo. Estas políticas foram aplica- das de forma consistente nos períodos comparativos. 310

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