IBERSOL | Relatório e Contas 2020

RELATÓRIO E CONTAS 2020 3. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO 3.1 FATORES DE RISCO FINANCEIRO As atividades do Grupo estão expostas a uma variedade de fatores do risco finan- ceiro: risco de mercado (inclui risco cambial, risco do justo valor associado à taxa de juro e risco de preço), risco de crédito, risco de liquidez e risco de fluxos de caixa associado à taxa de juro. O Grupo detém um programa de gestão do risco que foca a sua análise nos mercados financeiros procurando minimizar os potenciais efeitos adversos desses riscos na performance financeira do Grupo. A gestão do risco financeiro é conduzida pelo Departamento Financeiro, com base nas políticas aprovadas pela Administração. A tesouraria identifica, avalia e realiza coberturas de riscos financeiros em estrita cooperação com as unidades operacio- nais do Grupo. A Administração providencia princípios para a gestão do risco como um todo e políticas que cobrem áreas específicas, como o risco cambial, o risco de taxa de juro, risco de crédito e o investimento do excesso de liquidez. a) Risco de mercado i) Risco cambial No que respeita ao risco cambial, o Grupo prossegue uma politica de cobertura natural recorrendo a financiamentos em moeda local. Uma vez que o Grupo está essencialmente presente no mercado ibérico, os empréstimos bancários estão maio- ritariamente denominados em euros e o volume de compras, fora da zona Euro, não assume proporções relevantes. A principal fonte de exposição do Grupo advém do investimento fora da zona euro da operação que desenvolve em Angola, ainda de pequena dimensão e em fase de perda de peso na atividade do grupo. Os desequilíbrios da economia angolana acar- retam uma escassez de moeda estrangeira em Angola, pelo que a desvalorização do Kwanza é um risco a considerar. Os financiamentos contraídos pelas filiais ango- lanas estão denominados na moeda local, a mesma em que são gerados os provei- tos. Face às limitações de pagamentos ao exterior, o grupo adotou uma política de monitorização mensal dos saldos credores em moeda estrangeira e a sua cobertura integral com a aquisição de Obrigações do Tesouro da República de Angola, inde- xadas ao USD. Em 31 de Dezembro de 2020 e 2019, a exposição cambial do Grupo era a seguinte: 335

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